
As Colunas de Gian Lorenzo Bernini
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Um estilo do Barroco – séc. XVI a XVIII de colunas, que considero dos mais belos da história, não foi criado pelo fabuloso arquitecto italiano Gian Lorenzo Bernini ou simplesmente Bernini (Nápoles, 7 de Dezembro de 1598 – Roma, 28 de Novembro de 1680), que ornou a actual Basílica de São Pedro (1506 a 1626), entretanto, imortalizou-as, e a si mesmo, através das “Colunas Salomónicas” ou “Colunas Torsas”, majestosamente espiraladas, presentes no Baldaquino da Basílica de São Pedro, no Vaticano, de quase 30 metros de altura e em bronze, construída foi entre 1624 a 1633, no papado de Urbano VIII. Coluna salomónica ou coluna torsa, é uma coluna em forma helicoidal, característica da arquitectura barroca. Bernini a decorou com abelhas e folhas de louro, os símbolos heráldicos da família Barberini, à qual pertencia o papa Urbano VIII.
Esta coluna não foi um estilo de construção empregado na Antiguidade, mas o seu nome procede da dominação dada pelos arquitectos barrocos a partir da descrição feita, na Bíblia, das colunas do templo de Jerusalém, destruído em 587 a.C. Este templo teria duas colunas principais, com fuste retorcido, flanqueando o átrio, que simbolizavam, respectivamente, a força e a estabilidade. Este estilo peculiar de fuste pode ter evoluído desde o estilo manifestado na coluna de Trajano da Roma Antiga, erguida em homenagem ao imperador Trajano (r. 98–117 d.C.), embora também pareçam ter sido usadas na arquitectura e decoração bizantinas [1].
Uma coluna salomónica começa numa base e termina num capitel, como a coluna clássica, mas com o fuste retorcido de forma helicoidal que produz um efeito de movimento e dramatismo. A introdução da coluna salomónica no barroco manifesta a condição de movimento. Em muitas ocasiões o fuste é coberto com decoração de folhas de acanto. Os capitéis podem ser de diversas ordens, predominando a compósita e a coríntia. É corrente que o seu uso seja mais ornamental que tectónico, pelo que é muito mais comum ela ser usada em retábulos ou adossada a outros adornos.
Surpreendentemente, caso nos deparemos um dia, com colunas salomónicas em átrios que antecedem templos maçónicos, ou mesmo nos seus interiores, não estranhemos estarem estas colunas com os seus adornos presentes, em virtude da sua magnânima beleza bizantina, muito embora não sejam, rigorosamente, adstritas ao estilo arquitectónico preconizado ou comumente aplicado à Arte Real.
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